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Epitaciano é ídolo do futebol na Bolivia

Epitaciano é ídolo do futebol na Bolivia

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida/Ifronteira


 José Carmo Soares, o Dedé, Na região de Presidente Epitácio, um homem que é ídolo no futebol. No Brasil ele é pouco conhecido, porém, na Bolívia,, foi multi-campeão. No país vizinho, o centroavante viveu durante 20 anos.

O gosto pelo esporte começou na infância. Mas a necessidade de ter uma profissão o fez ir até o Rio de Janeiro estudar e voltar para a região como ajustador mecânico na Marinha do Brasil.

Mas a carreira não foi muito longe. Dedé comentou que, quando voltou para a cidade natal,trabalhou na empresa Bacia do Prata, no Porto Tibiriçá. E que foi transferido para Corumbá (MS).  A cidade faz divisa com a Bolívia e, jogando pelo time da empresa onde trabalhava, foi quando surgiu a primeira oportunidade no esporte bretão.

“A carreira no futebol começou, em 1969, após um jogo em que alguns olheiros do Oriente Petroleiro, de Santa Cruz de La Sierra, me viram jogando e gostaram do meu futebol. Posteriormente, fui convidado para jogar nesse time. O resultado foi que não pensei duas vezes: arrumei minhas coisas e parti para a Bolívia para realizar meu sonho”, relatou.

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida/Ifronteira

Segundo Dedé, a vontade de jogar futebol era tanta que ele não cegou a fazer o acerto com a empresa onde trabalhava. “Fui embora sem ao menos pedir demissão na firma”, comentou o fato, sorrindo.
No time ele permaneceu por dez anos, onde conquistou diversos títulos estaduais e nacionais. Apesar de todas as conquistas, o que para ele marcou sua carreira foi um amistoso que seu clube fez contra o Santos, de Pelé. O primeiro gol foi marcado por ele, aos 35 segundos do primeiro tempo.

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida/Ifronteira

“Sinto-me lisonjeado só de ter a oportunidade de enfrentar o Pelé, e ter marcado o gol contra esse time foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Perdemos o jogo de 4 a 3, mas não tenho nenhum problema com o resultado. Eu mesmo, na metade da partida, parei de jogar só pra ver o Rei jogando. Era um espetáculo, minha vontade era de aplaudi-lo”, relatou.

Além do Oriente, o atleta chegou a jogar por outros times na Bolívia: o Thomaz Bata e o Petroleiro, ambos de Cochabamba.
Dedé jogou durante 15 anos. Quando se aposentou, não conseguiu ficar afastado do futebol e, por isso, chegou a comandar como técnico os dois últimos clubes onde atuou.

No entanto, em 1995, após 20 anos morando fora, a vontade de voltar para a cidade natal falou mais alto. Sem se afastar do esporte, ele comandou por dois anos um projeto social para crianças e adolescentes.

De acordo com ele, a intenção não era transformar os garotos em jogadores e sim tirá-los da criminalidade.
“A ideia pode até ser comum e frases que a explicam são batidas. Porém, o futebol, ou qualquer outro esporte, ajuda, e muito, a tirar as crianças das drogas e da violência. É uma pena que meu projeto durou apenas dois anos, mas tinha certeza de que se ele tivesse permanecido teria funcionado nesse intuito”, esclareceu.

Após o término desse trabalho, Dedé prestou um concurso para trabalhar na Prefeitura de Epitácio e passou, onde trabalha até hoje.

Foto: Arquivo Pessoal/Cedida/Ifronteira

Atuou na Secretaria de Esportes, e hoje é diretor do Terminal Rodoviário da cidade. O futebol nunca sai da sua vida. Ele organiza todos os anos dois campeonatos da categoria master na cidade e na região.

“Gosto de jogar futebol e estar inserido nesse contexto. Ex-boleiro, já viu, né... Sente falta do cheiro do gramado ou apenas do simples movimento de calçar suas chuteiras. Esse tipo de coisa é muito difícil de ficar longe”, explicou.

Dedé tem cinco filhos, todos homens, mas apenas um continuou jogando futebol após se tornar adulto. Maurício do Carmo Soares, o Sorriso, estuda fisioterapia na Bolívia e joga profissionalmente no Jorge Wilstermann, como lateral-esquerdo.

“Meu filho está seguindo meus passos e isso me enche de orgulho. Eu projeto nele todos os sonhos e expectativas que consegui alcançar devido ao futebol. Espero que ele consiga também”, finalizou.

Parabéns Dedé, estrela da nossa terra!

Fonte: Ifronteira
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1 comentários:

Grande Dedé ... eu e meu irmão quando saímos de Epitácio e viemos morar em São Paulo também corremos atrás do Sonho de ser jogador de Futebol, inclusive meu irmão Chiquinho fez teste no Santos antes de mim e foi até bem e era para voltar e não voltou por causa do trabalho, mas ficou alguns amigos nossos , como o falecido Goleiro Bringola que chegou a ser o terceiro goleiro do Santos, atrás do Marola e do Ita, só que por alguma razão até hoje oculta foi dispensado, e depois eu também fiz , e o Professor era o Cabralzinho que depois acabou sendo vice Brasileiro em 1995 contra o Botafogo, e eu acabei conhecendo na minha época o falecido centroavante Gerson, o Argentino Luque, Chulapa, Serginho Dourado, Goleiro Nilton entre tantos outros, só que eu iria ter que ir todas as terças/quintas p/ fazer teste e eu trabalhava e naquela época ninguém ganhava ajuda de custos e nem salários como a garotada de hoje ganham, e como eu e meu irmão precisávamos trabalhar para criar os irmãos mais novos desistimos, eu até cheguei jogar por alguns times amadores, inclusive eu fiquei de Férias e viajei p/ Epitácio e fui treinar no Fabíola na Cidadezinha de Caiua que é vizinha de Epitácio e o Treinador era o Professor Josíno e eu não pude assinar p/ disputar o Regional pois minhas férias estava acabando e eu tive que voltar p/ São Paulo...Joguei com o zagueiro Beiço de Pau, o meia Mitcho, e o Centroavante Jararaca que depois jogou no Beira Rio, eu e meu irmão continuamos jogando juntos até hoje no amadorzão de Saõ Paulo de Veteranos, ele Zagueiro e eu Volante...ao Voltar para sÃO paulo eu nunca deixei de praticar esportes , fui boxear na antiga academia BCN( ex- Banco de Crédito Nacional) eu fiz Boxe durante uns 3 anos com o Saudoso Ralph Zumbano, e tinha o Maguila começando/ Gilson falecido irmão do Maguila, e o meu amigo João Cardoso peso galo que chegou a disputar o titulo mundial na Espanha e perdeu, pois lutou numa categoria acima da sua, e foi ele quem me levou p/ Boxear, inclusive disputei alguns torneios Amadores como a Gazeta e fiz algum tempo de Artes Marciais Kung Fu e hoje eu treino alguns Times Amadores em São Paulo e trabalho em Agência de Publicidade e sempre incentivo as garotadas a praticarem Esporte e não por estes caminhos que estão acabando com a nossa juventude, ou seja Drogas/ Prostituição entre outras pragas que por ai estão...