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Média de dois animais silvestres morrem por mês em estrada no Córrego do Veado, Pres. Epitácio

Média de dois animais silvestres morrem por mês em estrada no Córrego do Veado, Pres. Epitácio


De acordo com levantamento da ONG Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar 'Apoena',  morrem dois animais silvestres atropelados por mês na estrada vicinal Prefeito Élio Gomes, em Presidente Epitácio, que corta a Reserva Florestal do Córrego do Veado. Segundo o presidente da entidade, o ambientalista Djalma Weffort, o número pode parecer pequeno, mas é relevante, pois se tratam de espécies nativas e, algumas, em extinção.
Segundo a Apoena, já foram registradas mortes de cervo-do-pantanal, criticamente ameaçado no Estado de São Paulo, cachorro-do-mato, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, macaco-bugio, mão-pelada (guaxinim), tatu, lebrão, jibóia e jaguatirica. “A tendência é de que estes números cresçam, já que as boas condições da pista fizeram com que os condutores dirigissem em velocidades mais altas”, declara Weffort.
Um conjunto de fatores que colaboram para que este número se torne cada vez maior. São eles: o maior número de animais que o local passou a abrigar, pelo desenvolvimento do trabalho de reflorestamento; o aumento da frota de carros que passa pela vicinal; e a falta de sinalização adequada e de fiscalização.
Weffort também explica que este reflorestamento, que ainda está em fase de aplicação nos 915 hectares da reserva, é prejudicado. “Esta fauna ajuda na dispersão de sementes pelo solo, ação fundamental nesta fase. Sem contar o impacto negativo na reprodução das espécies”, relata.
Além de melhor sinalização, uma das sugestões do ambientalista é a instalação de radares eletrônicos, o que deve provocar uma diminuição da velocidade por parte dos motoristas e, consequentemente, a redução no número de atropelamentos.
Fonte: G1
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