O grupo de 75 integrantes do Movimento Sem Terra (MST) que invadiu a Fazenda Santa Cruz, em Mirante do Paranapanema, na noite de sexta-feira (10), enfrentou dificuldades com a chuva no final de semana. As famílias permanecem no local com a expectativa de que não seja realizada a reintegração de posse nos próximos dias.
Segundo Edna Torriani, coordenadora geral, a chuva forte da manhã desta segunda-feira (13) causou poucos prejuízos, porém o sábado (11) de tempo instável provocou a queda de alguns dos 15 barracos coletivos. “Tivemos que reconstruí-los, já que despencaram com a chuva. Molhou muita coisa, como colchões. Mas vamos nos organizando devagarinho”, declara.
No domingo (12), o trabalho ficou restrito apenas ao preparo de alimentos na cozinha para todos os integrantes. “Compramos apenas comidas que não estragam facilmente, como arroz, amendoim e carnes salgadas. Trouxemos tudo de Marabá Paulista, de onde estávamos antes de chegar na fazenda com 23 carros de passeio e um caminhão, que pertencem às famílias acampadas”, conta Torriani.
Alguns dos integrantes vão para cidades da região para trabalhar durante a manhã e tarde, mas a maior parte do grupo permanece nas terras. “Ficam 62 pessoas durante o dia todo nos barracos. Temos crianças de cinco e seis anos por aqui e queremos continuar nessa área, que é devoluta”, comenta.
A coordenadora ainda explicou que a polícia realiza visitas diariamente ao local, para acompanhamento da situação. A ação, segundo a coordenadora, compõe o movimento “Janeiro Quente”, que prevê uma série de invasões na região do Pontal do Paranapanema. Os locais e datas já são estudados pelo grupo.
Fonte: G1
